Participar de corridas nos finais de semana já virou rotina para muitas famílias. De maneira para não deixar as crianças apenas olhando os adultos disputando suas provas, algumas organizações têm preparado modalidades infantis. Mas afinal, quais os benefícios da corrida na fase da infância? O trabalho educativo a ser feito é grande e deve contemplar duas noções: a de esporte e a de brincadeira.

Ao entrar na escola, as crianças passam a se deparar com as aulas de Educação Física, onde começam a ter noção sobre aspectos do corpo, mas também começam a construir intelectualmente as definições de esporte. Essa construção não deve ser confundida com a prática para fins competitivos que impõe pressão e acaba gerando estresse e desgaste emocional. É por isso, portanto, que a educação deve ser lúdica, voltada para brincadeiras e recreação.

Como deve acontecer?

A ênfase dada não deve ser na corrida, velocidade ou distância percorrida. Deve-se focar no estímulo à atividade física e diversão. Em São Paulo, por exemplo, algumas provas juntam pais e filhos para as disputas e, enlaçados, eles correm juntos distâncias que variam de acordo com a idade (de 500m à 3 km). Outra prova sugere para que as crianças corram até um destino, peguem uma bandeira colorida e voltem para a linha de largada, com medalhas para todas que completarem a prova.

As crianças não devem ser submetidas a uma rotina de treinos, mas sim, intercalar atividades lúdicas com dias de descanso.

Futuro Saudável

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Estatísticas mostram que crianças que tinham o hábito de fazer brincadeiras como pega-pega  e esconde-esconde têm um crescimento mais saudável. Esses exercícios contribuem também para o desenvolvimento da coordenação física e motora na infância. Por conta do avanço tecnológico, os pequenos estão mais submetidos ao entretenimento virtual, e as brincadeiras com corrida também aprimoram o trato e convivência social.